A guerra civil na Síria dura mais de dois anos e meio e deixou mais de dois milhões de refugiados, segundo a ONU. O número de mortos no conflito passa de 100 mil.Inspetores da Organização para a Proibição de Armas Químicas (Opaq) e da ONU chegaram à Síria no início do mês para supervisionar a implementação da resolução 2118 do Conselho de Segurança (CS) das Nações Unidas, que ordena a destruição do arsenal e das instalações de produção de armas químicas da Síria até meados do ano que vem.A Síria assinou a Convenção de Armas Químicas, que proíbe o uso do armamento, depois de uma ameaça de intervenção internacional. Os EUA e outros países ocidentais, como França, discutiram a possível ação militar após o uso de armas químicas em um ataque em Ghouta, subúrbio de DamascoApós um acordo entre EUA e Rússia, o governo de Assad se comprometeu - para evitar a intervenção internacional - a assinar o tratado e permitir que o arsenal químico sírio fosse destruído.Relatório das Nações Unidos classifica a guerra síria de "grande tragédia do século 21". "A Síria transformou-se na grande tragédia deste século, uma calamidade em termos humanos com um sofrimento e deslocamento de populações sem precedentes nos últimos anos",
As Grandes Guerras
sábado, 31 de agosto de 2013
sexta-feira, 30 de agosto de 2013
A guerra entre Xiitas e Sunitas
Vista como umas das mais significativas divisões do mundo islâmico, xiitas e sunitas aparecem em diversos noticiários sem uma devida explicação que possa esclarecer as dúvidas do grande público. Como se não bastassem os preconceitos que atingem a comunidade muçulmana como um todo, vemos que essa divisão é de suma importância para que seja possível entender a história de uma das mais importantes religiões existentes no mundo.
Por volta do século VIII, a expansão do islamismo por diversas partes do mundo determinou a origem da divisão que hoje estabelece a diferença entre xiitas e sunitas. Tudo isso se iniciou no ano de 632, quando a morte do profeta Muhammad abriu espaço para uma disputa sobre quem poderia ocupar a posição de principal líder político de toda a comunidade islâmica existente.
Ali, genro de Muhammad, reivindicava a sucessão por ser ele casado com Fátima, a única filha viva do profeta na época, e ter dois netos como descendentes diretos do profeta. Contudo, a maioria dos muçulmanos não concordava com essa ideia ao perceber que Ali era muito jovem e inexperiente para ocupar tamanha posição. Foi então que Abu Bakr, amigo do profeta, acabou sendo escolhido como sucessor pela maioria dos muçulmanos.
Após a vigência de Abu como califa, dois outros líderes foram aclamados como chefes supremos dos muçulmanos. Foi então que, em 656, após o assassinato do califa Uhtman, Ali conseguiu governar por um breve período. Nesse tempo, a forte oposição da tribo dos omíadas acabou estabelecendo a independência dos califados de Medina e Damasco. Pouco tempo depois, o próprio Ali acabou sendo morto por um grupo de partidários que não aceitava sua postura conciliatória.
Mesmo com essa dissidência, os partidários de Ali – conhecidos como “Shiat Ali” – prosseguiram lutando e questionando a legitimidade política dos califados que não se sujeitavam à autoridade dos descendentes diretos de Muhammad.
Conhecidos mais tarde como “xiitas”, eles acreditam que os líderes oriundos da linhagem do Profeta são líderes aprovados por Alá e, por essa razão, teriam a capacidade de tomar as decisões políticas mais sensatas.
Conhecidos mais tarde como “xiitas”, eles acreditam que os líderes oriundos da linhagem do Profeta são líderes aprovados por Alá e, por essa razão, teriam a capacidade de tomar as decisões políticas mais sensatas.
Por outro lado, os sunitas – assim designados por também aderirem a Sunna, livro biográfico de Muhammad – têm uma ação política e religiosa mais conciliatória e pragmática. Preocupados com questões que extrapolam o campo da religiosidade, os sunitas empreendem uma interpretação mais flexível dos textos sagrados, estabelecendo assim um maior diálogo com outros povos e adaptando suas crenças com o passar do tempo.
Numericamente, os sunitas hoje representam mais de noventa por cento da população muçulmana espalhada pelo mundo. Na condição de minoria, os xiitas acreditam que sua vida ascética e a adoção de princípios mais rígidos garantiriam o retorno de Mahdi, o último descendente direto, que seria responsável pelo retorno de um governo mais justo e próspero. Já os sunitas acreditam que os livros sagrados (Alcorão e Suna) e a discussão entre os irmãos sejam suficientes para a promoção de um bom governo.
segunda-feira, 19 de agosto de 2013
As guerras religiosas na Europa Medieval
Na frança os conflitos acabaram em 1560 quando aconteceu o massacre da noite de são Bartolomeu entre católicos e protestantes foi um dos choques mais violentos, durante esse dia ocorreu ataques católicos contra os protestantes, esses ataques duraram cerca de dois meses e causaram muitas mortes. Os conflitos tiveram trégua em 1598 após a assinatura do edito de Nantes que permitia a religião protestante na frança. Os fatores políticos se misturavam com os religiosos, a nobreza alemã queria livrar-se dos impostos cobrados pela igreja católica que apoiava Lutero, por isso os príncipes alemães se enfureceram com o imperador desencadeando uma serie de conflitos e tensões em 1530 e em 1555 foi assinada a paz de augsburgo um tratado entre imperador e os príncipes, a paz estabelecia que coubesse aos príncipes alemães a definir a religião em seus domínios.
Os conflitos religiosos agravaram-se na Alemanha no andamento do reinado do Imperador Rodolfo II (1576-1612), período durante o qual foram arrasadas muitas igrejas protestantes. As liberdades religiosas dos crentes protestantes foram restringidas, nomeadamente as relativas à liberdade de culto; os oficiais do governo lançaram as bases do Tratado de Augsburgo, que criou condições para refortalecer o poder católico. Com a fundação da União Evangélica em 1608, uma união defensiva protestante dos príncipes e das cidades alemãs, e a criação, no ano seguinte, da Liga Católica, uma organização similar, mas dos católicos romanos, tornava-se inevitável o recurso à guerra para tentar resolver o conflito latente, o qual foi desencadeado pela secção da Boêmia da União Evangélica.
Na Boêmia (atual República Checa), teve início uma contenda pela sucessão do trono, que envolveu católicos e protestantes. Fernando II de Habsburgo, com a ajuda de tropas e recursos financeiros da Espanha, dos germânicos católicos e do papa, conseguiu vencer os protestantes da Boêmia. Os protestantes, que constituíam a maior parte da população, estavam revoltados com a agressividade da hierarquia católica. Os protestantes exigiam de Fernando II, o rei da Boêmia e futuro imperador do Sacro Império, uma intervenção em seu favor. Entretanto, as reivindicações foram totalmente ignoradas pelo rei, pois este era um católico fervoroso e um possível herdeiro do poder imperial dos Habsburgos. Fernando II estabeleceu o catolicismo como único credo admitido na Boêmia e na Morávia. Os protestantes boêmios consideraram o ato de Fernando como uma infração da "Carta de Majestade". Isso provocou nos boêmios o desejo de independência.
A resposta da maioria protestante não se fez esperar: em 23 de Maio de 1618, insatisfeitos com os católicos que arrasaram um de seus templos, invadiram o palácio real em Praga e jogaram dois dos seus ministros e um secretário pela janela, fato que ficou por isso conhecido como a "Defenestração de Praga" ou "violência de Praga", desencadeando a revolução protestante. Assim iniciava a guerra, que abrangeu as revoltas holandesas depois de 1621 e concentrou-se em um confronto franco-Habsburgo após 1635.
Os conflitos religiosos agravaram-se na Alemanha no andamento do reinado do Imperador Rodolfo II (1576-1612), período durante o qual foram arrasadas muitas igrejas protestantes. As liberdades religiosas dos crentes protestantes foram restringidas, nomeadamente as relativas à liberdade de culto; os oficiais do governo lançaram as bases do Tratado de Augsburgo, que criou condições para refortalecer o poder católico. Com a fundação da União Evangélica em 1608, uma união defensiva protestante dos príncipes e das cidades alemãs, e a criação, no ano seguinte, da Liga Católica, uma organização similar, mas dos católicos romanos, tornava-se inevitável o recurso à guerra para tentar resolver o conflito latente, o qual foi desencadeado pela secção da Boêmia da União Evangélica.
Na Boêmia (atual República Checa), teve início uma contenda pela sucessão do trono, que envolveu católicos e protestantes. Fernando II de Habsburgo, com a ajuda de tropas e recursos financeiros da Espanha, dos germânicos católicos e do papa, conseguiu vencer os protestantes da Boêmia. Os protestantes, que constituíam a maior parte da população, estavam revoltados com a agressividade da hierarquia católica. Os protestantes exigiam de Fernando II, o rei da Boêmia e futuro imperador do Sacro Império, uma intervenção em seu favor. Entretanto, as reivindicações foram totalmente ignoradas pelo rei, pois este era um católico fervoroso e um possível herdeiro do poder imperial dos Habsburgos. Fernando II estabeleceu o catolicismo como único credo admitido na Boêmia e na Morávia. Os protestantes boêmios consideraram o ato de Fernando como uma infração da "Carta de Majestade". Isso provocou nos boêmios o desejo de independência.
A resposta da maioria protestante não se fez esperar: em 23 de Maio de 1618, insatisfeitos com os católicos que arrasaram um de seus templos, invadiram o palácio real em Praga e jogaram dois dos seus ministros e um secretário pela janela, fato que ficou por isso conhecido como a "Defenestração de Praga" ou "violência de Praga", desencadeando a revolução protestante. Assim iniciava a guerra, que abrangeu as revoltas holandesas depois de 1621 e concentrou-se em um confronto franco-Habsburgo após 1635.
terça-feira, 13 de agosto de 2013
A Guerra De Troia
Segundo o poeta Homero a guerra foi causada pelo rapto da
princesa Helena de Troia (esposa do lendário rei Menelau), por Páris (filho do rei Príamo). Isso ocorreu
quando o príncipe troiano foi a Esparta, em missão
diplomática, e acabou apaixonando-se por Helena. Páris havia recebido de Afrodite a recompensa de ter a mulher mais
bonita do mundo, que era Helena. O rapto deixou Menelau enfurecido, fazendo com
que este organizasse um poderoso exército. O general Agamenon foi designado para comandar o ataque
aos troianos. Através do mar Egeu, mais de mil
navios foram enviados para Troia.
A versão mitológica da guerra
estava contida nos poemas épicos do Ciclo Troiano,
formado por oito poemas: Cantos Cípricos de Estasino, Ilíadade Homero, a Etiópida de Arctino de Mileto, a Pequena Ilíada de Lesques de Mitilene, A Destruição de Troia de Arctino de Mileto, Os Retornos de Hágias de Trezena, Odisseia de Homero e Telegonia de Êugamon de Cirene; somente restaram
completos os poemas de Homero, a Ilíada e Odisseia, dos outros restaram somente
fragmentos e informações de fontes secundárias da antiguidade. Segundo essas
versões, a guerra se deu quando os aqueus (os gregos da época micênica) atacaram
Troia, para recuperar Helena, raptada por Páris.
A lenda conta que a deusa (ninfa)
do mar Tétis era desejada como esposa por Zeus e por Posidão.
Porém Prometeu fez uma profecia que o filho da deusa
seria maior que seu pai, então os deuses resolveram dá-la como esposa a Peleu, um mortal já idoso,
tencionando enfraquecer o filho, que seria apenas um humano. O filho de ambos
foi Aquiles, e sua mãe,
visando fortalecer sua natureza mortal, o mergulhou quando ainda bebê nas águas
do mitológico rio Estige. As águas tornaram
o herói invulnerável, exceto no calcanhar, por onde a mãe o segurou para
mergulhá-lo no rio (daí a expressão "calcanhar de Aquiles", significando
ponto vulnerável). Aquiles se torna o mais poderoso dos guerreiros, porém,
ainda é mortal. Mais tarde, sua mãe profetisa que ele poderá escolher entre
dois destinos: lutar em Troia e alcançar a glória eterna, mas morrer jovem, ou
permanecer em sua terra natal e ter uma longa vida, porém ser logo esquecido.
Aquiles escolhe a glória.
Para o casamento de Peleu e Tétis
todos os deuses foram convidados, menos Éris (ou Discórdia). Ofendida, a deusa
compareceu invisível e deixou à mesa um pomo de ouro com a inscrição "À
mais bela". As deusas Hera, Atena e Afrodite disputaram o título de mais bela e o
pomo. Zeus não quis ser o juiz, para não descontentar duas das deusas, então
ordenou que o príncipe troiano Páris, à época sendo criado como umpastor ali perto, resolvesse a disputa. Para
ganhar o título de "mais bela", Atena ofereceu a Páris poder na
batalha e sabedoria, Hera ofereceu riqueza e poder e Afrodite, o amor da mulher
mais bela do mundo. Páris deu o pomo a Afrodite, ganhando sua proteção e o ódio
das outras duas deusas contra si e contra Troia.
A mulher mais bela do mundo era Helena, filha de Zeus e de Leda, esposa de Menelau, rei de Esparta, que a conquistara
disputando contra vários outros reis pretendentes com a ajuda de Ulisses (Odisseu) rei de Ítaca e Agamênon rei supremo de Micenas e de
toda a Grécia, tendo todos jurado lealdade ao marido de Helena e sempre
protegê-la, qualquer que fosse o vencedor da disputa.
Quando Páris foi a Esparta em
missão diplomática, apaixonou-se por Helena e ambos fugiram para Troia,
enfurecendo Menelau. Este foi pedir ajuda a seu irmão que, a conselho de Nestor
(rei de Pilos), um de seus conselheiros, apelou aos antigos pretendentes de
Helena, lembrando o juramento que haviam feito. Agamenon então assumiu o
comando de um exército de mil navios e atravessou o mar Egeu para atacar Troia com o auxílio de
Ulísses (que fingiu-se de louco para não ir a guerra sabendo que se partisse
passaria 20 anos sem regressar a seu reino), levando consigo grandes guerreiros
como Aquiles, Ajax, o pequeno Ajax, Diomedes, Idomeneu entre outros. As naus
gregas desembarcaram na praia próxima a Troia e iniciaram um cerco que iria
durar dez anos e custaria a vida a muitos heróis de ambos os lados. Dois dos
mais notáveis heróis a perderem a vida na guerra de Troia foram Heitor (que foi morto por Aquiles por
vingança por ter matado seu primo Pátroclo) e Aquiles.
Finalmente, a cidade foi tomada
graças ao artifício concebido por Odisseu (Ulisses): fingindo terem desistido
da guerra, os gregos embarcaram em seus navios, deixando na praia um enorme
cavalo de madeira, que os troianos decidiram levar para o interior de sua
cidade, como símbolo de sua vitória, apesar das advertências de Cassandra. À noite, quando
todos dormiam, os soldados gregos, que se escondiam dentro da estrutura oca de
madeira do cavalo, saíram e abriram os portões para que todo o exército (cujos
navios haviam retornado, secretamente, à praia), invadisse a cidade.
Apanhados de surpresa, os
troianos foram vencidos e a cidade incendiada. As mulheres (inclusive a rainha Hécuba, a princesa
Cassandra e Andrômaca,
viúva de Heitor) foram escravizadas. O rei Príamo e a maioria dos homens foram mortos
(um dos poucos sobreviventes foi Eneias, príncipe de
Lirnesso que fugiu de Troia carregando seu pai Anquises, já idoso, sobre
os ombros).
E assim, Menelau recuperou sua
esposa, Helena (tendo matado Dêifobo,
com quem ela se casara, após a morte de Páris), e levou-a de volta a Esparta.
Agamênon foi morto por sua esposa que lhe roubou o trono e Odisseu como
profetizado passou com o fim da guerra (que durou dez anos) mais dez anos
vagando pelo mar, até chegar a Ítaca vestido de mendigo para provar a
fidelidade de Penélope, sua esposa, que estava cheia de pretendentes ao
casamento e consequentemente ao trono, porem ela os enganara durante 20 anos
até o retorno de seu marido que ao descobrir tudo o que se passou em sua
ausência, matou seus inimigos com a ajuda de seu filho.
terça-feira, 23 de julho de 2013
A Guerra Do Peloponeso
as cidades estados não envolvidas na liga de
delos formaram sob o conselho de Esparta a liga do Peloponeso isso se da porque para os espartanos, a
possibilidade de estarem subordinados a outra cidade-estado ia contra o orgulho
e a noção de superioridade que marcavam a cultura deste povo. Com o passar do
tempo, os atenienses começaram a usar dos recursos da liga para ampliar suas
riquezas e construir várias obras públicas.
A intervenção política de Atenas em outras cidades começou a criar uma
rivalidade entre os gregos. A Liga de Delos deixava de ser vista como uma
instituição necessária, para se transformar em uma ameaça contra outras cidades,
Em pouco tempo, o antagonismo entre essas duas ligas deram início a uma grande
guerra.
Essa primeira fase do conflito – que durou cerca de dez anos – acabou
com a assinatura da Paz de Nícias, acordo que pacificaria a relação entre as
cidades-Estado por cinqüenta anos .Entretanto, em 413 a.C., o acordo acabou
sendo descumprido pelos atenienses . A investida dos atenienses foi contida com
a vitória da Liga do Peloponeso, onde milhares de soldados atenienses foram
transformados em escravos. No ano de 404 a.C., sob a liderança do general
espartano Lisandro, as tropas da Liga do Peloponeso conseguiram derrotar os
atenienses. A partir de então, as muralhas de Atenas foram destruídas e as
embarcações inimigas foram confiscadas pelos espartanos.
Em pouco tempo, as tensões sociais promovidas pelo grande número de
escravos que ocupavam Esparta e uma posterior derrota contra os persas na Ásia
Menor promoveram a ruína desta cidade-estado.
Enfraquecidos, os espartanos não conseguiram fazer frente aos seus
inimigos. Nesses novos confrontos, a cidade-estado de Tebas foi considerada
vitoriosa, principalmente depois de conseguir bater os espartanos na batalha de
Leuctras, em 371 a.C.. e em 338 a.c o
Império Macedônico, abateu as últimas
forças militares na batalha de
Queronéia. e criou a liga pan - helenistica
segunda-feira, 22 de julho de 2013
A Guerra De Canudos
O cenário era a Bahia
do século XIX, quem governava o Brasil era Prudente de Morais. O Nordeste brasileiro serviu de palco para que ocorresse uma das mais significativas revoltas
sociais da primeira República.
A
rebelião conhecida como Guerra de Canudos deu-se em virtude da situação precária
em que vivia a população, sem terra e obrigada a se submeter aos arroubos dos
coronéis. As terras pertenciam aos grandes proprietários rurais – os conhecidos
coronéis – que as transformaram em territórios improdutivos. Essa situação
revoltou os sertanejos, que se uniram em torno de Antônio Conselheiro, o qual
pregava ser um emissário de Deus vindo para abolir as desigualdades sociais e as perversidades da República, como
a exigência de se pagar impostos, por exemplo.
Os
moradores do arraial acreditavam ser ele um divino mestre, que já praticara até
milagres. Antônio Conselheiro fundou o vilarejo denominado Canudos e os sertanejos e suas famílias para
lá passaram a migrar. Vários fatores contribuíram para o desenvolvimento de
Canudos. O clima seco castigava severamente a região, danificando o plantio de
alimentos, secando os diques e matando os animais que não resistiam à falta de
água. Os sertanejos também tentavam sobreviver, mas a cada ano milhares morriam
de fome e sede. A maneira tão desumana de viver estimulava o surgimento de
desordens e agitações sociais, transformando os camponeses em malfeitores que
andavam em bandos pelos sertões do Nordeste, fortemente armados,
apavorando as populações locais e invadindo as propriedades dos coronéis.
Antônio
Conselheiro, entre outros devotos, propagava a salvação da alma e o povo tinha
fé que seu messias os ajudariam a sair daquela situação precária. A igreja
começou a perder seus fiéis para um falso religioso, na concepção do governo, e
assim ele passou a ser malquisto pela Igreja. No ano de 1896, o arraial contava
com mais ou menos 20 mil sertanejos que repartiam tudo entre si, negociando o
excesso com as cidades vizinhas, adquirindo assim os bens e produtos que não
eram gerados no local.
Os
habitantes de Canudos precisavam se resguardar e decidiram então organizar
milícias armadas, pois era de se esperar uma reação contrária da parte dos
coronéis e da Igreja Católica. Enquanto a igreja perdia seus fiéis, os coronéis
sentiam-se prejudicados com o constante deslocamento de mão-de-obra para
Canudos, que prosperava a olhos vistos. A população abandonou a sociedade
republicana convencional, que até então só a alimentara de falsas promessas, e
partiu para na direção da nova sociedade que despontava. Mesmo sem nenhuma
garantia, pois não havia falsas promessas, o que era mais honesto. Os padres e
coronéis coagiram o governador da Bahia a tomar providências urgentes, eles
queriam que o governo desse fim a Canudos. Os jornalistas e intelectuais também
eram contra os moradores do arraial, pois entendiam que os mesmos desejavam a
volta da monarquia, algo totalmente fora de propósito.
A Destruição de Canudos
Foram
instituídas três empreitadas militares, que foram vencidas pelos seguidores de
Antônio Conselheiro. Em virtude de tamanha dificuldade, o Governo Federal
assumiu o comando. A quarta expedição foi organizada pelo então ministro da
Guerra, Carlos Bittencourt,
o qual recrutou cerca de 10 mil homens que, comandados pelo general Artur
Costa, apoderaram-se de Canudos e promoveram um terrível
massacre, no qual muita gente inocente morreu, principalmente idosos e
crianças, que só buscavam uma melhor qualidade de vida. A Comunidade
de Canudos foi
arrasada no dia 05 de outubro de 1897, entrando para a história como o palco do
mais intenso massacre já presenciado na história.
A Guerra Dos Cem Anos
O ponto de vista histórico, podemos
ver que a Guerra dos Cem Anos foi um evento que marcou o processo de formação
das monarquias nacionais inglesa e francesa. Não por acaso, vemos que esse
conflito girou em torno dos territórios e impostos que eram tão necessários ao
fortalecimento de qualquer monarquia daquela época. Sendo assim, vemos que tal
evento manifesta significativamente a centralização política que se desenvolveu
nos fins da Idade Média.
Iniciada em 1337, a Guerra dos Cem Anos foi deflagrada quando o trono francês esteve carente de um herdeiro direto. Aproveitando da situação, o rei britânico Eduardo III, neto do monarca francês Felipe, O Belo (1285 – 1314), reivindicou o direito de unificar as coroas inglesa e francesa. Dessa forma, a Inglaterra incrementaria seus domínios e colocaria um conjunto de prósperas cidades comerciais sob o seu domínio político, principalmente da região de Flandres.
Nessa época, os comerciantes de Flandres apoiaram a ação britânica por terem laços comerciais francamente estabelecidos com a Inglaterra. Por conta desse apoio, os ingleses venceram as primeiras batalhas e conseguiram o controle de alguns territórios do Norte da França. Até aquele instante, observando a superioridade numérica e bélica dos ingleses, era possível apostar na queda da monarquia francesa. Contudo, a decorrência da Peste Negra impôs uma pausa aos dois lados da guerra.
As batalhas só foram retomadas em 1356, quando a Inglaterra conquistou novas regiões e contou com apoio de alguns nobres franceses. No ano de 1360, a França se viu obrigada a assinar o Tratado de Brétigny. Pelo documento, a Inglaterra oficializava o seu domínio sobre parte da França e recuperava alguns territórios inicialmente tomados pelos franceses.
A ruína causada pela guerra provocou grandes problemas aos camponeses franceses. A falta de recursos, os pesados tributos e as fracas colheitas motivaram as chamadas jacqueries. Nesse instante, apesar dos episódios de violência contra a nobreza, os exércitos da França reorganizaram suas forças militares. Realizando a utilização de exércitos mercenários, o rei Carlos V conseguiu reaver uma parcela dos territórios perdidos para a Inglaterra.
Nas últimas décadas do século XIV, os conflitos tiveram uma pausa em virtude de uma série de revoltas internas que tomaram conta da Inglaterra. Apesar da falta de guerra, uma paz definitiva não havia sido protocolada entre os ingleses e franceses. No ano de 1415, o rei britânico Henrique V retomou a guerra promovendo a recuperação da porção norte da França. Mais do que isso, através do Tratado de Troyes, ele garantiu para si o direito de suceder a linhagem da monarquia francesa.
Em 1422, a morte de Carlos VI da França e de Henrique V da Inglaterra fizeram com que o trono francês ficasse sob a regência da irmã de Carlos VI, então casada com o rei Henrique V da Inglaterra. Nesse meio tempo, os camponeses da França se mostraram extremamente insatisfeitos com a dominação estrangeira promovida pela Inglaterra. Foi nesse contexto de mobilização popular que a emblemática figura de Joana D’Arc apareceu.
Alegando ter sido designada por Deus para dar fim ao controle inglês, a camponesa Joana D'Arc mobilizou as tropas e populações locais. Aproveitando do momento, o rei Carlos VII mobilizou tropas e passou a engrossar e liderar os exércitos que mais uma vez se digladiaram contra a Inglaterra. Nesse instante, temendo o fortalecimento de uma liderança popular, os nobres franceses arquitetam a entrega de Joana D'Arc para os britânicos.
No ano de 1430, Joana D'Arc foi morta na fogueira sob a acusação de bruxaria. Mesmo com a entrega da heroína, os franceses conseguiram varrer a presença britânica na porção norte do país. Em 1453, um tratado de paz que encerrava a Guerra dos Cem Anos foi assinado.
Por um lado, a guerra foi importante para se firmar o ideal de nação entre os franceses. Por outro, abriu caminho para que novas disputas alterassem a situação da monarquia inglesa.
Iniciada em 1337, a Guerra dos Cem Anos foi deflagrada quando o trono francês esteve carente de um herdeiro direto. Aproveitando da situação, o rei britânico Eduardo III, neto do monarca francês Felipe, O Belo (1285 – 1314), reivindicou o direito de unificar as coroas inglesa e francesa. Dessa forma, a Inglaterra incrementaria seus domínios e colocaria um conjunto de prósperas cidades comerciais sob o seu domínio político, principalmente da região de Flandres.
Nessa época, os comerciantes de Flandres apoiaram a ação britânica por terem laços comerciais francamente estabelecidos com a Inglaterra. Por conta desse apoio, os ingleses venceram as primeiras batalhas e conseguiram o controle de alguns territórios do Norte da França. Até aquele instante, observando a superioridade numérica e bélica dos ingleses, era possível apostar na queda da monarquia francesa. Contudo, a decorrência da Peste Negra impôs uma pausa aos dois lados da guerra.
As batalhas só foram retomadas em 1356, quando a Inglaterra conquistou novas regiões e contou com apoio de alguns nobres franceses. No ano de 1360, a França se viu obrigada a assinar o Tratado de Brétigny. Pelo documento, a Inglaterra oficializava o seu domínio sobre parte da França e recuperava alguns territórios inicialmente tomados pelos franceses.
A ruína causada pela guerra provocou grandes problemas aos camponeses franceses. A falta de recursos, os pesados tributos e as fracas colheitas motivaram as chamadas jacqueries. Nesse instante, apesar dos episódios de violência contra a nobreza, os exércitos da França reorganizaram suas forças militares. Realizando a utilização de exércitos mercenários, o rei Carlos V conseguiu reaver uma parcela dos territórios perdidos para a Inglaterra.
Nas últimas décadas do século XIV, os conflitos tiveram uma pausa em virtude de uma série de revoltas internas que tomaram conta da Inglaterra. Apesar da falta de guerra, uma paz definitiva não havia sido protocolada entre os ingleses e franceses. No ano de 1415, o rei britânico Henrique V retomou a guerra promovendo a recuperação da porção norte da França. Mais do que isso, através do Tratado de Troyes, ele garantiu para si o direito de suceder a linhagem da monarquia francesa.
Em 1422, a morte de Carlos VI da França e de Henrique V da Inglaterra fizeram com que o trono francês ficasse sob a regência da irmã de Carlos VI, então casada com o rei Henrique V da Inglaterra. Nesse meio tempo, os camponeses da França se mostraram extremamente insatisfeitos com a dominação estrangeira promovida pela Inglaterra. Foi nesse contexto de mobilização popular que a emblemática figura de Joana D’Arc apareceu.
Alegando ter sido designada por Deus para dar fim ao controle inglês, a camponesa Joana D'Arc mobilizou as tropas e populações locais. Aproveitando do momento, o rei Carlos VII mobilizou tropas e passou a engrossar e liderar os exércitos que mais uma vez se digladiaram contra a Inglaterra. Nesse instante, temendo o fortalecimento de uma liderança popular, os nobres franceses arquitetam a entrega de Joana D'Arc para os britânicos.
No ano de 1430, Joana D'Arc foi morta na fogueira sob a acusação de bruxaria. Mesmo com a entrega da heroína, os franceses conseguiram varrer a presença britânica na porção norte do país. Em 1453, um tratado de paz que encerrava a Guerra dos Cem Anos foi assinado.
Por um lado, a guerra foi importante para se firmar o ideal de nação entre os franceses. Por outro, abriu caminho para que novas disputas alterassem a situação da monarquia inglesa.
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