Segundo o poeta Homero a guerra foi causada pelo rapto da
princesa Helena de Troia (esposa do lendário rei Menelau), por Páris (filho do rei Príamo). Isso ocorreu
quando o príncipe troiano foi a Esparta, em missão
diplomática, e acabou apaixonando-se por Helena. Páris havia recebido de Afrodite a recompensa de ter a mulher mais
bonita do mundo, que era Helena. O rapto deixou Menelau enfurecido, fazendo com
que este organizasse um poderoso exército. O general Agamenon foi designado para comandar o ataque
aos troianos. Através do mar Egeu, mais de mil
navios foram enviados para Troia.
A versão mitológica da guerra
estava contida nos poemas épicos do Ciclo Troiano,
formado por oito poemas: Cantos Cípricos de Estasino, Ilíadade Homero, a Etiópida de Arctino de Mileto, a Pequena Ilíada de Lesques de Mitilene, A Destruição de Troia de Arctino de Mileto, Os Retornos de Hágias de Trezena, Odisseia de Homero e Telegonia de Êugamon de Cirene; somente restaram
completos os poemas de Homero, a Ilíada e Odisseia, dos outros restaram somente
fragmentos e informações de fontes secundárias da antiguidade. Segundo essas
versões, a guerra se deu quando os aqueus (os gregos da época micênica) atacaram
Troia, para recuperar Helena, raptada por Páris.
A lenda conta que a deusa (ninfa)
do mar Tétis era desejada como esposa por Zeus e por Posidão.
Porém Prometeu fez uma profecia que o filho da deusa
seria maior que seu pai, então os deuses resolveram dá-la como esposa a Peleu, um mortal já idoso,
tencionando enfraquecer o filho, que seria apenas um humano. O filho de ambos
foi Aquiles, e sua mãe,
visando fortalecer sua natureza mortal, o mergulhou quando ainda bebê nas águas
do mitológico rio Estige. As águas tornaram
o herói invulnerável, exceto no calcanhar, por onde a mãe o segurou para
mergulhá-lo no rio (daí a expressão "calcanhar de Aquiles", significando
ponto vulnerável). Aquiles se torna o mais poderoso dos guerreiros, porém,
ainda é mortal. Mais tarde, sua mãe profetisa que ele poderá escolher entre
dois destinos: lutar em Troia e alcançar a glória eterna, mas morrer jovem, ou
permanecer em sua terra natal e ter uma longa vida, porém ser logo esquecido.
Aquiles escolhe a glória.
Para o casamento de Peleu e Tétis
todos os deuses foram convidados, menos Éris (ou Discórdia). Ofendida, a deusa
compareceu invisível e deixou à mesa um pomo de ouro com a inscrição "À
mais bela". As deusas Hera, Atena e Afrodite disputaram o título de mais bela e o
pomo. Zeus não quis ser o juiz, para não descontentar duas das deusas, então
ordenou que o príncipe troiano Páris, à época sendo criado como umpastor ali perto, resolvesse a disputa. Para
ganhar o título de "mais bela", Atena ofereceu a Páris poder na
batalha e sabedoria, Hera ofereceu riqueza e poder e Afrodite, o amor da mulher
mais bela do mundo. Páris deu o pomo a Afrodite, ganhando sua proteção e o ódio
das outras duas deusas contra si e contra Troia.
A mulher mais bela do mundo era Helena, filha de Zeus e de Leda, esposa de Menelau, rei de Esparta, que a conquistara
disputando contra vários outros reis pretendentes com a ajuda de Ulisses (Odisseu) rei de Ítaca e Agamênon rei supremo de Micenas e de
toda a Grécia, tendo todos jurado lealdade ao marido de Helena e sempre
protegê-la, qualquer que fosse o vencedor da disputa.
Quando Páris foi a Esparta em
missão diplomática, apaixonou-se por Helena e ambos fugiram para Troia,
enfurecendo Menelau. Este foi pedir ajuda a seu irmão que, a conselho de Nestor
(rei de Pilos), um de seus conselheiros, apelou aos antigos pretendentes de
Helena, lembrando o juramento que haviam feito. Agamenon então assumiu o
comando de um exército de mil navios e atravessou o mar Egeu para atacar Troia com o auxílio de
Ulísses (que fingiu-se de louco para não ir a guerra sabendo que se partisse
passaria 20 anos sem regressar a seu reino), levando consigo grandes guerreiros
como Aquiles, Ajax, o pequeno Ajax, Diomedes, Idomeneu entre outros. As naus
gregas desembarcaram na praia próxima a Troia e iniciaram um cerco que iria
durar dez anos e custaria a vida a muitos heróis de ambos os lados. Dois dos
mais notáveis heróis a perderem a vida na guerra de Troia foram Heitor (que foi morto por Aquiles por
vingança por ter matado seu primo Pátroclo) e Aquiles.
Finalmente, a cidade foi tomada
graças ao artifício concebido por Odisseu (Ulisses): fingindo terem desistido
da guerra, os gregos embarcaram em seus navios, deixando na praia um enorme
cavalo de madeira, que os troianos decidiram levar para o interior de sua
cidade, como símbolo de sua vitória, apesar das advertências de Cassandra. À noite, quando
todos dormiam, os soldados gregos, que se escondiam dentro da estrutura oca de
madeira do cavalo, saíram e abriram os portões para que todo o exército (cujos
navios haviam retornado, secretamente, à praia), invadisse a cidade.
Apanhados de surpresa, os
troianos foram vencidos e a cidade incendiada. As mulheres (inclusive a rainha Hécuba, a princesa
Cassandra e Andrômaca,
viúva de Heitor) foram escravizadas. O rei Príamo e a maioria dos homens foram mortos
(um dos poucos sobreviventes foi Eneias, príncipe de
Lirnesso que fugiu de Troia carregando seu pai Anquises, já idoso, sobre
os ombros).
E assim, Menelau recuperou sua
esposa, Helena (tendo matado Dêifobo,
com quem ela se casara, após a morte de Páris), e levou-a de volta a Esparta.
Agamênon foi morto por sua esposa que lhe roubou o trono e Odisseu como
profetizado passou com o fim da guerra (que durou dez anos) mais dez anos
vagando pelo mar, até chegar a Ítaca vestido de mendigo para provar a
fidelidade de Penélope, sua esposa, que estava cheia de pretendentes ao
casamento e consequentemente ao trono, porem ela os enganara durante 20 anos
até o retorno de seu marido que ao descobrir tudo o que se passou em sua
ausência, matou seus inimigos com a ajuda de seu filho.
Nenhum comentário:
Postar um comentário